Se, em maio, o PS percorria as ruas para conquistar votos para as eleições europeias, com António José Seguro e António Costa lado a lado, foram precisamente as europeias que ditaram o divórcio e culminaram na marcação de eleições primárias no PS, que se disputam este domingo. A campanha durou quatro meses e ficou marcada por vários acertos de contas e ataques pessoais, sem grandes diferenças programáticas.

Seguro e Costa: descubra as diferenças

Depois das europeias, Seguro e Costa caminharam separados. O atual secretário-geral do PS e o presidente da câmara de Lisboa só voltaram a juntar-se para os debates televisivos. Algo inédito, em Portugal, entre membros do mesmo partido, bem como as próprias eleições para eleger o próximo candidato socialista a primeiro-ministro. Há, pelo menos, uma certeza: se Seguro perder, demite-se também do cargo de secretário-geral do partido.

A campanha eleitoral chegou ao fim e é este domingo, 28 de setembro, que tudo se decide, nas urnas. Poderão votar os cerca de 90 mil militantes do PS, quer tenham ou não as quotas em dia, e os simpatizantes que se tenham registado para o efeito até dia 12 de setembro - foram cerca de 150 mil.  Serão, portanto, mais estes últimos a decidir o futuro do partido e, quem sabe, do país. 

No total, de acordo com a Comissão Eleitoral, presidida pelo socialista Jorge Coelho, o universo eleitoral atingirá mais de 240 mil cidadãos. As urnas abrem às 9h e fecham às 19h.

Na sexta-feira, último dia de campanha, Seguro estava confiante na vitória e assegurou que está «preparado para governar Portugal». Já António Costa pedia uma «vitória inequívoca» e não quer ir a uma segunda volta.

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