A historiadora Manuela Gonzaga apresentou esta segunda-feira a sua candidatura à Presidência da República, querendo ser a provedora dos cidadãos e prometendo entrega total na corrida presidencial.

"Candidato-me a Presidente da República para assumir o cargo de provedora dos cidadãos", disse a candidata, que conta com o apoio do Partido PAN - Pessoas-Animais-Natureza, na corrida a Belém.

Manuela Gonzaga, historiadora, escritora e ex-jornalista, apresentou hoje a sua candidatura em Lisboa, tendo sido acompanhada no evento pelo mandatário nacional, João Paulo Costa, diretor do Centro de História d'Aquém e d'Além Mar, e pelas mandatárias de honra, a gestora financeira Sofia Magalhães e a escritora Isabel Valadão.

O lema da candidatura foi também hoje anunciado: "Liberdade incondicional" é o mote de Manuela Gonzaga, que diz ter "a ousadia" de pensar que pode contribuir "para a mudança no nosso pequeno mundo" chamado Portugal.

"Há sinais que chegam de todo o lado e contagiam", sublinhou, perante dezenas de apoiantes, que lotaram um auditório da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH).

E acrescentou: "Não faria sentido estar aqui se não fosse por amor".


"Às causas a que me dedico tenho de me entregar. Senão as coisas perdem graça", reforçou a candidata, que prometeu lutar por minorias e apontou várias considerações sobre áreas como a Saúde ou a Justiça.

O mandatário da candidatura, por seu turno, lembrou que à Presidência da República não compete o poder executivo, mas sublinhou a confiança na candidata apoiada pelo PAN.

"Não vamos prometer coisas que não têm a ver connosco", acrescentou ainda João Paulo Costa.


A sete meses do final do mandato do atual Presidente da República são já 11 os candidatos que anunciaram a intenção de entrar na corrida a Belém, estando cinco outros em reflexão.

Ainda nenhuma candidatura foi formalizada junto do Tribunal Constitucional, o que pode acontecer até um mês antes das eleições e requer pelo menos 7.500 assinaturas de apoiantes.