O CDS-PP respondeu, esta segunda-feira, com um vídeo à Comissão Nacional de Eleições, que no domingo entendeu que palavras de Paulo Portas sugeriam o voto num dos candidatos, reproduzindo as declarações do líder socialista, António Costa, após a votação nas legislativas.

Na página oficial do Facebook do partido liderado por Paulo Portas foi colocado um vídeo com apenas 42 segundos que começa, com um fundo azul com a frase "o que uns podem dizer e outros não?" e termina com a irónica declaração: "Com a devida vénia à Comissão Nacional de Eleições".
 
 

Sobre as declarações de Paulo Portas no dia das eleições presidenciais. A 4 de Outubro de 2015, à saída da secção de...

Publicado por CDS PP em  Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016


São primeiro reproduzidas as declarações do secretário-geral do PS, António Costa, que depois de votar nas eleições legislativas de 4 de outubro, disse aos jornalistas: "Naturalmente muito confiante no resultado do PS, confiante sobretudo no futuro do nosso país e na ambição que os portugueses têm de depois destes anos tão tristonhos termos um novo ciclo de esperança e podermos encarar o futuro com oura confiança e com outro determinação".

O vídeo continua depois com as declarações de Paulo Portas, que após exercer o direito de voto nas presidenciais de domingo, afirmou: "Eu acho que se houver uma boa participação hoje, o assunto pode ficar resolvido à primeira volta e eu sou daqueles que acha que o que se pode resolver à primeira volta não se deve deixar para uma segunda que não se sabe como termina".

"Basta comparar as declarações de António Costa no dia das legislativas com as de Paulo Portas no dia das presidenciais para perceber o ridículo, ou o sectarismo, a que se pode chegar. Costa faz um apelo direto à mudança de governo e a CNE acha que é legal. Portas diz que se houver participação as eleições podem resolver-se à primeira e a CNE manda censurar", disse à Lusa fonte da direção do CDS.


De acordo com a mesma fonte, "a CNE tem duplo critério e presta-se à evidência de que protege uns e prejudica outros, o que é tudo o que um órgão como a CNE devia evitar".

A Comissão Nacional de Eleições entendeu no domingo à tarde que a comunicação social deveria cessar a transmissão da parte final das afirmações de Paulo Portas por estas poderem ser entendidas como "declaração de apoio" a um dos candidatos à Presidência da República.

"A Comissão Nacional de Eleições, tendo tomado conhecimento das declarações proferidas pelo Senhor Dr. Paulo Portas aquando do exercício do direito de voto, entende que os órgãos de comunicação social devem cessar a transmissão da parte final das respetivas declarações na medida em que as mesmas podem ser entendidas como declaração de apoio a um dos candidatos", referia um comunicado da CNE.