O PSD considerou esta terça-feira que a Comissão Europeia se está a aproximar das previsões do Governo, com cautelas quanto ao défice, mas acabará por reconhecer que este ficará abaixo dos 3% em 2015.

"Compreendo de algum modo as cautelas que a Comissão Europeia tem, mas a verdade é que tem estado a rever em baixa as suas previsões, neste momento já está só uma décima acima do défice excessivo", declarou o deputado do PSD Duarte Pacheco à agência Lusa.


Segundo o social-democrata, a previsão de défice de 3,1% hoje divulgada acabará revista em baixa: "A confirmar-se nos próximos meses a execução orçamental deste primeiro trimestre, não temos qualquer dúvida de que a Comissão irá reconhecer que o défice vai ficar abaixo dos 3%".

"A meta que está prevista no Orçamento, abaixo dos 3%, vai ser alcançada, sem a necessidade de medidas adicionais", defendeu.


Duarte Pacheco sustentou que há "uma grande determinação do Governo em controlar a despesa" e "uma grande eficiência da máquina fiscal, pois a receita, sem alterar as taxas, tem vindo a crescer acima até do que estava previsto no Orçamento - resultado do combate à fraude e à evasão fiscal e da recuperação económica".

Para o social-democrata, no entanto, é compreensível que "a Comissão Europeia quando analisa o Orçamento e evidencia medidas de eficiência fiscal possa ter dúvidas, porque, sem alterar as taxas, as previsões de crescimento da receita podem causar dúvidas".

"Eu compreendo que isso que nós percecionamos aqui no dia-a-dia, visto mais de longe não tenha o mesmo grau de confirmação, e só quando os números vierem realmente para cima da mesa é que a Comissão Europeia os aceite e automaticamente reveja em baixa a sua previsão. Não é à toa que já fez esta revisão agora para 3,1%", reforçou.


Duarte Pacheco reiterou a convicção de que a Comissão Europeia "acabará por rever também posteriormente a sua própria meta para este ano e confirmar a intenção do Governo: Portugal vai sair do procedimento por défice excessivo em 2015".

Numa análise global das previsões hoje divulgadas, o deputado do PSD considerou que "são dados positivos", assinalando "a revisão em baixa dos valores do défice, da dívida, do desemprego", cita a Lusa.

"São valores que se aproximam daquilo que eram as previsões iniciais do Governo, e isso é motivo de satisfação. Significa que as previsões em que assentou o nosso Orçamento eram previsões realistas, ao contrário das críticas dos partidos da oposição e de alguns comentadores", disse.