Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, é destaque de capa do «The New York Times» desta sexta-feira.

A publicação fala da posição de Rui Moreira sobre a crise económica vivida na Europa, somando-lhe a crise de liderança e de ideais.

Para o presidente da CM do Porto, o facto de os partidos populistas ou fascistas estarem a vingar na Grécia, Itália, França e Grã-Bretanha é motivo para que os cidadãos deixarem de lado o descontentamento e se deixarem levar pelo totalitarismo.

Retratado como o filho de uma das famílias mais ricas do Porto, com uma carreira sólida, Rui Moreira chega a ser comparado com o «mayor» de Nova Iorque, Michael Bloomberg.

«Quem me dera ser assim tão rico», respondeu o presidente do Porto entre risos, admitindo que a sua fortuna pessoal rondará os 10 milhões de euros, entre propriedades e outros bens.

Eleito como independente, Rui Moreira é apelidado como «homem do povo». No entanto, para o jornalista Raphael Minder, esta condição pode estar a ser usada de forma corrosiva.

Citando uma corrosiva análise do historiador e analista político Rui Ramos, a publicação afirma que o apoio de alguns notáveis do Porto a Rui Moreira apenas demostra «o cinismo e a capacidade de adaptação e de manipulação da perceção pública por parte de uma velha oligarquia política».