Miguel Poiares Maduro lamentou que o Governo tenha criado «ruído» em torno do encontro realizado esta semana no Ministério das Finanças e do qual resultaram notícias sobre o eventual corte permanente das pensões.

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional lamentou que o próprio Governo tenha introduzido «um ruído desnecessário», mas deixou uma vez mais claro que não haverá mais cortes nos salários e nas pensões.

Fonte dos jornalistas foi o secretário de Estado da Administração Pública

«Tendo já falado da necessidade de termos menos ruído no espaço público e mais serenidade, só posso lamentar quando infelizmente o próprio Governo de forma involuntária pode contribuir para esse ruído no espaço público», disse Poiares Maduro, durante uma conferência de imprensa para apresentar um pacote de medidas de simplificação e modernização administrativa.

«O que é importante para os cidadãos, em particular para os pensionistas e funcionários públicos, já é claro. Não há reduções adicionais de salários e pensões», frisou.

Portas: notícia de corte nas pensões «foi um erro e não devia ter acontecido»

Quanto «à medida estrutural e duradoura», que visa assegurar a sustentabilidade do sistema de pensões e a substituição da Contribuição Extraordinária de Solidariedade, Poiares Maduro, foi perentório: «Não há nada de novo».

O ministro lembrou que o executivo liderado por Passos Coelho iria agir de acordo com o acórdão do Tribunal Constitucional, no sentido de assegurar que o sistema de pensões exige uma medida duradoura e estrutural «que vá para lá da convergência para o futuro».

«Relativamente a essa medida há um grupo de trabalho que ainda não apresentou qualquer proposta ao Governo e, portanto, não há qualquer decisão política do Governo nem conhecimento ainda de uma proposta apresentada por parte do grupo de trabalho», frisou.

Questionado sobre se sabia do encontro no Ministério das Finanças, da informação revelada aos jornalistas e se a fonte que a veiculou tem condições para se manter em funções, Poiares Maduro afirmou não querer «alimentar» mais «ruído».

«Não vou continuar a alimentar esse ruído, o que o Governo deve fazer é pôr fim a esse ruído de forma clara», disse, acrescentando que as questões de comunicação política são decididas dentro do Governo.

Sobre se existe um problema de comunicação interna no Governo, o ministro sustentou que «se houve ruído, isso não é bom, não é positivo», e reconheceu que a responsabilidade «é de todo o Governo e também do coordenador».