O candidato ao Parlamento Europeu pelo Partido Democrático do Atlântico (PDA) Paulo Casaca reconheceu que não atingiu nenhum dos seus objetivos nestas eleições e fez votos para que «tudo corra pelo melhor» na Europa na nova legislatura.

«Não obtive o resultado que queria obter, tive uma derrota. Os eleitores tomaram as suas decisões. Vamos esperar que estas decisões tomadas pelos eleitores se reflitam num processo decisório pelo Parlamento Europeu melhor do que aquele que existiu até agora», disse Paulo Casaca à agência Lusa, sublinhando que «os resultados são claros, ou seja, o bloco central reafirmou a sua posição».

Para Paulo Casaca, «parece que os portugueses viram» em Marinho e Pinho, do MPT, «a alternativa, a crítica ao sistema», «pelo menos os que participaram nesta votação», pelo que saudou também o antigo bastonário da Ordem dos Advogados pela eleição para o Parlamento Europeu nas eleições que decorreram hoje.

«A sua vitória é a mais expressiva entre todos os resultados», considerou.

Paulo Casaca, que falava em Ponta Delgada, nos Açores, onde está sediado o PDA, felicitou também todos os outros eurodeputados eleitos hoje, «em particular» os indicados pelas estruturas do PS e do PSD no arquipélago, Ricardo Serrão Santos e Sofia Ribeiro.

Paulo Casaca, que já foi eurodeputado, eleito pelo PS, considerou ainda que a sua eleição este ano era «muito difícil», porque tem vivido no estrangeiro e por se ter apresentado em nome de uma coligação («A nossa Europa», da Associação Portuguesa do Partido dos Federalistas Europeus e da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa) «que não foi registada enquanto coligação e teve de se apresentar com um partido».

«Esta passagem da coligação para o partido foi algo que não foi possível explicar e esclarecer», considerou, dizendo «desejar que tudo corra pelo melhor no Parlamento Europeu».

O PDA conseguiu 0,16% dos votos (pouco mais de 5.300) nas europeias de hoje, segundo os dados oficiais e quando faltavam ainda apurar os resultados em seis freguesias.