Pedro Passos Coelho considera natural que haja quem pense na sua sucessão na liderança do PSD, mas não tenciona colocar o lugar à disposição.

«Eu não tenciono colocar o meu lugar à disposição no curto prazo. Tenciono, antes pelo contrário, apresentar a minha recandidatura à liderança do PSD dentro de muito pouco tempo», afirmou o presidente do partido, nesta quarta-feira, em resposta aos jornalistas, na Assembleia da República, no final de uma sessão evocativa do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e do antigo ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, que morreram na queda de um avião sobre Camarate há 33 anos.

Questionado se considera que está na altura de pensar na sua sucessão, o também primeiro-ministro respondeu: «Eu não estou preocupado com isso, devo dizer. Acho muito natural que as pessoas dentro do PSD também pensem no futuro para além de mim. Não tenciono ficar eternamente à frente do PSD e, portanto, acho muito bem que dentro do PSD se pense no futuro e noutras lideranças.»

Pedro Passos Coelho foi questionado sobre este assunto a propósito da nova plataforma de debate político na área da social-democracia hoje apresentada no Porto, que algumas notícias associaram ao lançamento de Rui Rio para a liderança do PSD.

O presidente do PSD referiu não ter «grande informação» sobre essa plataforma, intitulada «Uma Agenda para Portugal» e nascida a partir do grupo de reflexão «Fórum - Sociedade e Democracia» fundado em 2011.

Passos Coelho disse não saber se está associada ao lançamento de Rui Rio para a liderança do PSD.

«Eu isso não sei, portanto, não posso fazer comentários. Mas só a posso encarar com muita naturalidade e com regozijo. Felizmente, há várias iniciativas desse género dentro do PSD. Eu próprio tive ocasião de estar associado ao nascimento de uma delas [a plataforma Construir Ideias], o engenheiro Jorge Moreira da Silva também tem tido uma participação muito intensa numa Plataforma para o Desenvolvimento Sustentável que tem tido um contributo muito relevante», acrescentou.