O primeiro-ministro terá contratado os serviços de uma empresa privada para cobrir as necessidades da residência oficial em termos de atendimento telefónico, num contrato que orçará os 25,1 mil euros. Pedro Passos Coelho invoca «ausência de recursos próprios» para recorrer ao regime de «outsourcing» apesar de dispor de 10 secretárias e 21 funcionários administrativos na residência oficial.

A notícia faz manchete na edição desta segunda-feira do jornal «i», com o jornal a acrescentar que o contrato com a empresa We Promote - Outsourcing e Serviços, Lda. foi celebrado com base na alegação de «ausência de recursos próprios» para dar resposta a esta necessidade.

O jornal refere que, apesar de assinado a 6 de dezembro de 2013, o contrato só foi publicado a 5 de fevereiro deste ano no portal Base dos contratos públicos. O mesmo documento aponta como missão dos funcionários da empresa «designadamente as funções de atendimento telefónico, gestão, registo e encaminhamento de chamadas».

O «i» recorda também que este é o quinto contrato celebrado, desde 2011, com a empresa em causa, tanto pelo gabinete do primeiro-ministro, como pela secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros. O que perfaz um montante total de 95 mil euros.