O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, lamentou esta segunda-feira a morte do antigo futebolista Eusébio, que considerou ter sido «um grande embaixador de Portugal pelo seu exemplo e contributo».

O governante, que falava na sessão de abertura do Seminário Diplomático, hoje de manhã na Assembleia da República, começou o seu discurso prestando homenagem a Eusébio da Silva Ferreira.

«É um símbolo nacional que desaparece, um desportista de exceção que vingou pelo seu talento e pelas suas qualidades humanas», disse Rui Machete, acrescentando que Eusébio foi «pelo seu exemplo e pelo seu contributo, um grande embaixador de Portugal e um grande português» que «vai dar deixar muitas saudades».

O ministro endereçou ainda «sentidas condolências à família enlutada e a todos os seus amigos».

Também Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), convidado a intervir na abertura da reunião dos embaixadores portugueses, começou por se afirmar «muito triste» pela notícia da morte de Eusébio, que recebeu no domingo, quando desembarcou do avião em Lisboa.

«Preciso de compartilhar com a nação portuguesa o meu mais profundo pesar e a minha solidariedade pela perda de Eusébio», disse Roberto Azevêdo, confessando ser «um fanático por futebol».

Para o brasileiro, Eusébio «foi um desportista e ser humano que sempre despertou sentimentos de admiração e inspirou milhões no mundo inteiro», recordando que Pelé, que classificou como o Eusébio brasileiro, «relatou uma vez que o maior jogador que ele jamais viu atuar foi justamente Eusébio».

«Pelo menos teremos o consolo de rever os seus grandes momentos nas imagens de televisão que vão ser recuperadas. Ele estará sempre nos anais da história como um dos gigantes do futebol», sublinhou o responsável da OMC.

Na abertura dos trabalhos, os participantes mantiveram um minuto de silêncio em homenagem a Eusébio.

O seminário diplomático é uma iniciativa anual do ministério dos Negócios Estrangeiros em que os embaixadores de Portugal têm a oportunidade de se reunir com membros do Governo e representantes da administração pública, das universidades, da comunidade empresarial e demais setores estratégicos para debater os principais temas de interesse para a política externa portuguesa.

Eusébio da Silva Ferreira morreu no domingo, às 04:30, vítima de paragem cardiorrespiratória.

O «Pantera Negra» ganhou a Bola de Ouro em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73). No Mundial de Inglaterra, em 1966, foi considerado o melhor jogador e foi o melhor marcador, com nove golos, levando Portugal ao terceiro lugar.

Eusébio nasceu a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique.

O corpo do antigo jogador de futebol Eusébio está em câmara ardente no Estádio da Luz, porta 1 (acesso pela porta 11), desde as 17:30 de domingo, com a missa a realizar-se hoje, às 16:00, na Igreja do Seminário no Largo da Luz, após o que o corpo segue para o cemitério do Lumiar, onde o funeral se realiza às 17:00.