O secretário-geral do PCP escusou-se, este domingo, a comentar o surgimento de um novo partido de esquerda em Portugal. Jerónimo de Sousa limitou-se a afirmar que, antes, «recolham lá as 7.500 assinaturas» necessárias à criação formal.

«Tal como» aconteceu «com outros [partidos] que surgiram também, não me pronuncio sobre este. Veremos, recolham lá as 7.500 assinaturas», disse, quando questionado pelos jornalistas sobre se o novo partido poderá dividir mais a esquerda.

Interrogado ainda sobre a intenção de o novo partido, intitulado «Livre», se posicionar «no meio da esquerda», Jerónimo de Sousa também recusou comentar.

«Mais ao meio ou mais ao lado, eu não sei. Enfim, não quero comentar», afirmou, citado pela Lusa, insistindo: «Tal como não comentei o surgimento de vários partidos, durante os últimos anos, também não me pronuncio sobre este».

O líder do PCP falava aos jornalistas em Évora, ao final da tarde deste domingo, depois de intervir na sessão pública do partido «Basta de roubos e mentiras», realizada no Palácio D. Manuel.

A declaração de princípios, o nome e o símbolo de um novo partido político, que se pretende que seja um «espaço de liberdade no meio da esquerda», iniciativa do eurodeputado Rui Tavares, foram aprovados no sábado, em Lisboa.

Rui Tavares foi eleito como independente pelo Bloco de Esquerda nas eleições para o Parlamento Europeu realizadas em 2009, mas, posteriormente, transitou para os Verdes europeus.

De acordo com a Lei dos Partidos Políticos, «a inscrição de um partido político tem de ser requerida por, pelo menos, 7.500 cidadãos eleitores» junto do Tribunal Constitucional.