O secretário-geral social-democrata, Matos Rosa, afirmou na quarta-feira que o PSD acolhe os apelos do Presidente da República para a procura de consensos, afirmando que sempre esteve disponível para o fazer.

Numa declaração na sede nacional do PSD, Lisboa, José de Matos Rosa afirmou que o PSD «se associa e acolhe» os «vários desafios» da mensagem de Ano Novo do Presidente da República .

«Enquanto referencial de estabilidade, o senhor Presidente da República tem habituado os portugueses a sucessivos apelos aos partidos, no sentido de assumirem as suas responsabilidades institucionais e encontrarem consensos sobre matérias sensíveis da governação», afirmou.

O dirigente do PSD frisou que «como aconteceu em 2013, o PSD sempre se mostrou disponível para o diálogo e sempre assumiu as suas responsabilidades». José de Matos Rosa acrescentou que «2014 não será diferente» e que «o PSD faz eco desses apelos, instando as demais instituições e forças partidárias à procura de tão necessários consensos».

Presidente mostra «horizonte de esperança»

O CDS considerou que a mensagem de Ano Novo do Presidente da República mostra «um horizonte de esperança com pés na terra», ao antever um «Portugal sem troika» e um ano de crescimento económico.

«Pareceu-nos um discurso adequado, na medida em que 2014 será o primeiro ano em que poderemos falar eventualmente num Portugal sem troika, se cumprirmos o programa como está previsto, e numa economia com um ciclo completo de crescimento», afirmou à Lusa o dirigente nacional do CDS Nuno Melo.

Quanto ao fim do programa de austeridade, para o eurodeputado, a mensagem de Cavaco Silva mostrou «um horizonte de esperança com pés na terra, de quem antecipa que não teremos um novo resgate».

Nuno Melo disse, contudo, que é importante que se sublinhe que, mesmo num 2014 sem troika, «será importante que Portugal não volte a uma lógica de outros tempos, em que se gastava o que não se podia, endividando-se o país e onerando gerações futuras muito além do tolerável».