Mais de meia centena de elementos do Partido Nacional Renovador (PNR) concentraram-se junto à Assembleia da República para protestar contra o regime político vigente, o qual consideram que está «podre» e dominado pela corrupção.

Empunhando bandeiras do partido e de Portugal, e alguns dos elementos com cravos vermelhos, os manifestantes nacionalistas foram colocados numa das zonas laterais da Assembleia da República (AR) vigiados de perto por agentes da polícia, que, antes das 10:00, os fizeram recuar alguns metros, no momento em que eram prestadas honras militares a mais uma das entidades que chegava para a sessão solene dos 40 anos após o 25 abril.

O presidente do PNR disse à agência Lusa que a iniciativa de protesto vai durar até ao momento da saída dos «grandes tubarões» deste regime da AR, depois de terminadas as comemorações oficiais que assinalam a passagem de mais um ano da revolução de Abril.

«Este regime roubou a esperança de futuro aos portugueses. Este regime político está podre e só ainda não caiu por questões geoestratégicas e porque a União Europeia não permite», afirmou José Pinto Coelho, no momento em que um dos participantes questionava através de um megafone: «25 de abril, comemorar o quê?»

O presidente do PNR questionou ainda a moralidade e a autoridade dos governantes atuais. «Com que autoridade é que estes senhores estão ali dentro a fazerem autoelogios quando 40 anos depois do 25 de Abril estamos cada vez piores com os cortes na educação, na área social e com a austeridade. Além disso, a corrupção e os lobbies estão instalados a todos os níveis políticos, dando um mau exemplo para a sociedade e demonstrando uma grande imoralidade», acrescentou José Pinto Coelho.

Segundo o presidente do PNR, este regime «não serve Portugal», razão pela qual defende um «novo regime» no país e uma «nova Constituição» mais ligeira que defenda os portugueses.

Enquanto no interior da AR decorria a sessão solene, no exterior, de um dos lados estavam elementos do Movimento da Revolução Branca com uma urna que simboliza o enterro da Constituição Portuguesa, e do outro a concentração do PNR.