Emigração, desemprego e precariedade dos mais jovens foram os temas escolhidos pela oposição para confrontar a maioria no plenário da Assembleia da República, inteiramente dedicado à discussão de um diploma do PSD sobre política de juventude.

Num debate que começou com uma hora de atraso, a discussão foi ‘morna', com os deputados mais novos a darem a cara pelas bancadas que representam.

Em cima da mesa estava um projeto de resolução do PSD com recomendações ao Governo, nomeadamente a criação da profissão do Animador de Juventude.

Contudo, o diploma acabou por merecer muito pouca atenção por parte dos parlamentares, com a oposição a centrar-se nas críticas à ausência de políticas da juventude por parte do executivo de maioria PSD/CDS-PP.

Mariana Mortágua, por parte do BE, Rita Rato, do PCP, e o socialista Pedro Delgado Alves alinharam os discursos pelos mesmos temas, focando os problemas da emigração, desemprego, a precariedade e pobreza dos mais jovens.

«Os estágios não são empregos, são apenas outra forma de precariedade», sustentou Mariana Mortágua, corroborada pela deputada do PCP Rita Rato que lembrou que hoje mais de 300 mil jovens estão desempregados.

«Praticamente um em cada dois jovens está desempregado», acrescentou o deputado do PS Rui Pedro Duarte.

Pelo Governo esteve presente o secretário de Estado da Juventude, Emídio Guerreiro, que recordou as medidas já tomadas pelo atual Governo, destacando, entre outras, os estágios emprego que já abrangeram 55 mil jovens.

No encerramento do debate, o deputado do PSD Hugo Soares aproveitou para deixar um apelo ao PS «no início da época festiva», desafiando os socialistas para no próximo ano colocarem o interesse nacional acima do seu próprio interesse.

«Só assim vão ganhar o respeito do povo português», disse Hugo Soares.