A ministra da Justiça defendeu esta terça-feira a autonomia e a independência da Polícia Judiciária (PJ), demarcando-se de “tentações perversas” de fusão das diversas forças policiais.

No final da cerimónia comemorativa dos 70 anos da PJ, Paula Teixeira da Cruz, à semelhança do que dissera no discurso oficial, voltou a insistir na necessidade de manter a autonomia e a independência da PJ, alertando para o "perigo de misturar segurança com investigação criminal”.

“A PJ terá sempre identidade própria”, realçou a ministra, que já na sua intervenção declarou que a Polícia Judiciária “tem autoridade própria no sentido mais nobre do termo e é internacionalmente reconhecida”.

Assim, adiantou: “Que não existam, pois, tentações perversas”.

Numa altura em que Paula Teixeira da Cruz já anunciou que vai cessar funções governativas, o diretor nacional da PJ, Almeida Rodrigues, salientou o "relacionamento leal” mantido com a ministra, que preservou a “autonomia, a independência e isenção” desta polícia.

À saída da cerimónia, a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, escusou-se a comentar o processo relativo à “Operação Marquês” em que é arguido o ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates.