A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, anunciou, nesta quinta-feira, na Assembleia da República um reforço de 750 operacionais para as zonas "mais críticas de suscetibilidade" de incêndio.

Quanto àquilo que é imediato, já reforçámos os grupos de reforço em cerca de 750 operacionais, que estão preposicionados nas áreas mais críticas", afirmou a ministra da Administração Interna num debate no parlamento, sobre "A segurança, a proteção e a assistência das pessoas no decurso do trágico incêndio de Pedrógão Grande", agendado pelo PSD.

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Constança Urbano de Sousa indicou que esse reforço incide sobre "áreas que são identificadas como mais críticas de suscetibilidade de ocorrência" de incêndio e que esses operacionais "reforçarão os combatentes que são localmente competentes".

A ministra respondia a deputados do BE, PCP e PEV, que a questionaram sobre medidas imediatas a tomar pelo Governo no combate aos incêndios e socorro às populações, para que tragédias como a de Pedrogão Grande, na qual morreram 64 pessoas, não se repitam.

Sobre o sistema de comunicações SIRESP, acerca do qual foi também questionada, disse que neste momento estão operacionais as duas torres móveis e que foi feita a "adjudicação direta para dotar as duas antenas móveis, que tinham sido adquiridas mas que não estavam dotadas de um sistema de informação satélite, com esse sistema".

A informação que tenho é que dentro de 15 dias já vão estar dotadas desse sistema e vamos preposicioná-las em todo o território nacional, para cobrir as várias áreas, para que o período de deslocação seja encurtado, caso seja necessário ativar essa redundância", declarou.

40 empresas e 350 postos de trabalho afetados

Pelo menos 40 empresas, envolvendo 350 postos de trabalho, foram afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, estando 20% desses empregos em risco se não forem tomadas medidas, anunciou hoje o Governo.

O balanço provisório dos prejuízos causados pelos incêndios na região Centro foi apresentado pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, no parlamento, que pediu para intervir.

O ministro disse ainda que foram identificadas 500 casas total ou parcialmente destruídas, 20% das quais são de primeira habitação.

Os trabalhos de levantamento dos prejuízos terminam na sexta-feira, 30 de junho, devendo o executivo divulgar um relatório a partir dessa data.