Tal como Passos Coelho, também Assunção Cristas não tira ilações, pelo menos por agora, sobre o que correu mal para que 64 pessoas tenham morrido e 160 ficado feridas no incêndio que ocorreu sábado, no Pedrógão Grande, e que ainda não foi totalmente dominado. Mas a líder do CDS-PP quer que todas as perguntas sejam feitas e - subentende-se - as respostas dadas. 

Cristas remete para mais tarde o debate sobre o que correu mal e o que fazer para evitar situações idênticas, por agora ser "tempo de luto" pelas vítimas e de solidariedade para quem perdeu famílias e está a combater o incêndio .

Haverá mais tarde, um momento, no parlamento, para todas as perguntas serem colocadas”, disse à Lusa Assunção Cristas, depois de reunir, hoje de manhã, com responsáveis pelo comando distrital de operações dos bombeiros de Leiria.

Haverá um momento para, no parlamento, todas as perguntas serem colocadas. O CDS certamente se empenhará nessa tarefa”

Também o presidente do PSD, Passos Coelho, apelou a que se dê esse tempo para obter uma "conclusão mais racional e efetiva" e prometeu dar "uma resposta adequada" quando chegar essa altura. "Mas julgo que há outros antes de mim que tenham de dizer alguma coisa...", deixou no ar.

Entretanto, o primeiro-ministro assinou um despacho a solicitar esclarecimentos urgentes sobre a forma como funcionou o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. António Costa saber, designadamente, por que estrada 236-1 não foi fechada. Agora apelidada de estrada da morte, foi aí que morreram, pelo menos 30 das 64 vítimas mortais.