O líder do PSD e Paulo Rangel estiveram juntos esta quinta-feira na defesa da candidata do partido a Lisboa, com Pedro Passos Coelho a salientar que o partido "não luta pela sobrevivência" na capital e o eurodeputado a remeter leituras para depois.

Pedro Passos Coelho e Paulo Rangel participaram em duas iniciativas da candidata do partido à Câmara Municipal de Lisboa, Teresa Leal Coelho, uma visita ao bairro de São João de Brito, seguida da tradicional descida social-democrata da Avenida da Igreja, no bairro de Alvalade.

O PSD é um grande partido, tem uma grande implantação no país e em Lisboa também e, portanto, o PSD não está a lutar pela sua sobrevivência aqui em Lisboa. Quero é que os próximos quatro anos no município de Lisboa valham a pena e sejam diferentes", defendeu o presidente do partido, ainda no bairro de São João de Brito.

Já em Alvalade, Paulo Rangel disse estar solidário com o partido e o seu líder e defendeu que o PSD "tem de apostar tudo até dia 1 de outubro".

Questionado se o resultado nacional será um teste à liderança de Pedro Passos Coelho, o eurodeputado - que já disputou com ele a presidência do PSD - respondeu: "Vim aqui falar sobre Lisboa, todos os resultados naturalmente terão leituras, isso é uma coisa para depois, a seguir".

Passos Coelho e Paulo Rangel coincidiram na defesa das qualidades de Teresa Leal Coelho e na desvalorização de sondagens que colocam a candidata em terceiro lugar, atrás da líder do CDS-PP, Assunção Cristas.

Eu acho que quando se está a fazer campanha a pior coisa que se pode fazer é perder tempo a comentar sondagens", defendeu Passos Coelho, dizendo que nunca o fez no passado, "e bem", porque muitas vezes os resultados foram diferentes dos estudos de opinião.

Para o líder do PSD, a preocupação dos candidatos tem de ser outra: "Chegar ao contacto com os seus eleitores, dizer ao que vêm", defendendo que "cada eleição é um julgamento aos quatro anos que se findam".

"O mandato que se finda foi um mandato em que os lisboetas pagaram muito para a câmara e receberam pouco e era importante que os próximos quatro anos fossem diferentes", disse.

Reiterando que o objetivo "é ganhar as eleições" na capital, Passos Coelho recusou comentar outros cenários.

Também Paulo Rangel - que tem feito campanha em vários concelhos do país - considerou que "o que se joga em Lisboa é uma aposta forte do PSD protagonizada por Teresa Leal Coelho".

"A Teresa Leal Coelho é uma candidata capaz de fazer respirar e fazer inspirar Lisboa, é uma humanista que pode devolver o rosto humano a Lisboa", defendeu.

Lembrando que em autárquicas passadas muitas vezes as sondagens erraram, Rangel classificou o candidato socialista e atual presidente da Câmara como "um burocrata" que tem uma visão de "construtor civil" para a capital.

"Há os burocratas de Bruxelas e há os burocratas de Chelas, é o caso de Medina, é um candidato do aparelho e do sistema, não inspira Lisboa", considerou.

Nas eleições de 1 de outubro concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).