O PCP defendeu hoje que a taxa de desemprego permanece «gravíssima», apesar da descida de 16,6% para 16,5%, apontando para o contexto de corte de subsídio de desemprego, «em que menos de um terço tem acesso a esse apoio».

«Temos uma taxa de desemprego gravíssima, que significa um flagelo de milhares e milhares de famílias, dramas imensos num contexto de corte do subsídio de desemprego, em que menos de um terço tem acesso a esse apoio», afirmou à Lusa a deputada comunista Rita Rato.

A taxa de desemprego em Portugal desceu ligeiramente em agosto face a julho, de 16,6% para 16,5%, mantendo-se como a quinta mais elevada da União Europeia, segundo os dados divulgados hoje pelo Eurostat.

«Estes dados confirmam a continuidade do agravamento económico e social do país. Portugal continua a ter seis pontos percentuais de taxa de desemprego acima da média europeia», declarou Rita Rato.

Para o PCP, «estes números confirmam uma política de destruição económica e social do país, deste Governo e das troikas, que é necessário derrotar e inverter».

BE diz que descida do desemprego é «débil»

O BE defendeu hoje que a descida da taxa de desemprego é «débil» e claramente «insuficiente», sofrendo dos efeitos da «sazonalidade», apontando para a «grande descida da proteção social», que afeta 490 mil desempregados.

«Estamos a falar de dados em que o efeito da sazonalidade é bastante visível. Ainda assim, do que estamos a falar é da descida da taxa de desemprego de uma décima, o que para o BE é claramente insuficiente», afirmou aos jornalistas a deputada bloquista Mariana Aiveca.

Em declarações no Parlamento, Mariana Aiveca declarou que, para o Bloco, «a grande preocupação é a existência de 900 mil desempregados, 490 mil dos quais não têm qualquer apoio social».

«Houve uma grande descida da proteção social», apontou, acusando o executivo de «teimar» em cortar os apoios sociais, fazendo com que no último ano mais de 50 mil pessoas tenham perdido «todos os apoios sociais», declarou.

«Não é razão para estarmos contentes com esta tão débil descida da taxa de desemprego, é razão para preocupação por esta tão grande dificuldade, este tão grande desleixo do Governo, de abandono dos mais frágeis, particularmente, dos desempregados», acusou.