O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu esta sexta-feira à noite a importância do Manifesto do Partido Comunista, sublinhando que 170 anos depois da sua publicação continua a ser “uma resposta pronta para os problemas do mundo contemporâneo”.

Sim, o mundo mudou muito, mas não mudou a natureza exploradora do capitalismo e a exigência da sua superação revolucionária. O conceito fundamental do marxismo mantém plena atualidade”, afirmou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa participou esta noite, em Almada, numa cerimónia evocativa dos 170 anos do Manifesto do Partido Comunista, na qual participaram cerca de duas centenas de pessoas.

Num discurso de cerca de uma hora, o secretário-geral do PCP recordou os princípios inscritos no Manifesto, escrito em 1848 por Karl Marx e Friedrich Engels, considerando que os mesmos “ganham nos dias de hoje uma extrema importância”.

No ano que findou, 2017, foi mais um ano de acumulação e concentração. As 500 pessoas mais ricas do planeta ficaram um bilião de dólares (mil milhões de euros) mais ricas do que em 2016”, atestou.

Apenas com referências gerais, Jerónimo de Sousa apontou como “principais ataques à classe trabalhadora, a “imposição de trabalho forçado e não remunerado, nomeadamente com a redução do número de dias de férias e corte de dias de descanso obrigatório, mas também através de outros mecanismos, tais como as novas flexibilidades na organização de tempo”.

“O Manifesto tem naturalmente as marcas do seu tempo, mas nele encontraremos não apenas a recusa das fatalidades do atual viver social e a rejeição das verdades absolutas e eternas. Ler e reler o manifesto e ainda a melhor forma da sua evocação e uma necessidade para quem luta com os olhos postos no futuro”, concluiu.