O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, assumiu este domingo o "objetivo direto" de eleger mais candidatos da CDU nas autárquicas, o que, no seu entender, contribuirá, no plano nacional, para novos passos e avanços nas respostas aos problemas do país.

A eleição de mais candidatos da CDU em 01 de outubro é a garantia, em cada freguesia e concelho, de um trabalho ao serviço das populações e de uma resposta aos seus problemas. É esse o objetivo direto destas eleições", avançou Jerónimo de Sousa num discurso de mais de 45 minutos, no encerramento da Festa do Avante!, a ‘rentrée’ do PCP, no qual deixou a lista de exigências para o Orçamento do Estado para 2018.

Como "comprova a vida política nacional", segundo o líder comunista, o país precisa "do trabalho, da honestidade e da competência do PCP" e é "por isso que as próximas eleições autárquicas assumem grande importância pelo que representam no plano local, mas também pelo que podem contribuir para dar força à luta" pela defesa do país.

Mais votos na CDU são garantia de poder dar novos passos e avanços na resposta aos problemas do país, dos trabalhadores e do povo", garantiu Jerónimo de Sousa no Seixal, no distrito de Setúbal.

"Além do programa do PS"

Sobre a política nacional, Jerónimo de Sousa admitiu que as melhorias na vida das pessoas ainda estão aquém do justo, mas realçou que os avanços vão mais longe do que previam os programas do PS e Governo.

Sabemos que estamos aquém do que é necessário para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e do povo. Não é ainda o que é justo e se impõe, mas são avanços que estão para além do que o programa do PS e do seu governo admitiam, e a luta continua e vai seguir o seu caminho", destacou.

Mas os recados ao PS, cujo Governo minoritário apoiam parlamentarmente desde as últimas eleições legislativas, não ficaram por aqui.

Também o PS pode continuar a falar da possibilidade da compatibilidade do desenvolvimento do País, com tais imposições e constrangimentos [europeus], mas contrariamente ao que afirmam não há compatibilização possível entre uma política socialmente justa e de real desenvolvimento do País e as imposições e os constrangimentos a que a União Europeia nos sujeita", alertou.