O secretário-geral do PCP negou que o partido tenha recebido quaisquer donativos por parte de instituições bancárias, reagindo a uma notícia do «Público», que dava conta de uma contribuição do BES para a Festa do Avante.

«É falso que tenhamos solicitado ou recebido qualquer donativo dessa instituição bancária ou qualquer outra. Foi um processo comercial natural em relação às verbas conseguidas na Festa do Avante. Nós precisamos de repor o dinheiro através dessa conta e são precisos serviços - desde transporte de dinheiro a cofres - pelos quais pagámos 20 mil euros, registados nas contas e enviados para a entidade das contas», disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista falava à saída de uma reunião com representantes sindicais da TAP, em Lisboa, e em causa estava um artigo do jornal diário «Público» a dar conta da aprovação, pelo Departamento de Municípios e Institucionais do BES, de um «donativo» de 11 mil euros.

«Agora, a classificação que a instituição bancária lhe dá é um problema que eles têm de esclarecer», referiu Jerónimo de Sousa, vincando a «consciência tranquila da parte do PCP».

Segundo o secretário-geral comunista, «bem podem procurar e tentar comprometer porque» o PCP é, «de facto, um partido independente do capital, do Estado, que se honra de assumir os seus compromissos».