A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) recusou esta terça-feira reunir-se com o ministro da Administração Interna por se tratar de uma reunião conjunta entre sindicatos que tem como objetivo «cumprir calendário».

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, começou às 15:30 uma reunião em conjunto com os vários sindicatos da polícia e tem agendado, para as 17:30 um outro encontro com o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP).

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que a delegação do sindicato não se reuniu com Miguel Macedo porque quando chegou ao Ministério da Administração Interna teve conhecimento que o encontro era em conjunto com mais 10 sindicatos, o que «impossibilita a criação de um diálogo com resultados».

«A ASPP preparou-se para uma reunião individual e levava à reunião questões específicas, tendo em conta o atual contexto complicado da PSP», afirmou o presidente do maior sindicato da PSP, sublinhando que uma reunião coletiva serve «apenas para cumprir calendário» e «não se consegue obter resultados concretos».

Paulo Rodrigues considerou também discriminatório que o sindicato dos oficiais tenha uma reunião sozinho com o ministro, referindo que a ASPP representa todas as classes, nomeadamente oficiais.

«A delegação da ASPP para a reunião era composta por dois agentes, dois chefes e um oficial», disse, acrescentando que o sindicato «está disponível para o diálogo com o Governo, mas não para cumprir calendário».

Nesse sentido, a ASPP vai realizar ações de luta, tendo em conta que o Governo está a «desvalorizar a atual situação que a polícia vive» e está «a empurrar os polícias para os protestos».

As ações de luta, que poderão passar por uma manifestação, podem ser tomadas ao nível da ASPP ou através da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, da qual faz parte.

A estrutura que congrega os sindicatos e associações mais representativas da GNR, PSP, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Polícia Marítima, Guardas Prisionais e Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai reunir-se na próxima semana para fazer um balanço das reuniões.