O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias, Paulo Rangel, afirmou esta sexta-feira que com o anúncio de que o ex-primeiro-ministro José Sócrates vai participar na campanha do PS «caiu a máscara» aos socialistas.

Em declarações aos jornalistas, em Santa Maria da Feira, Paulo Rangel sustentou que a participação de José Sócrates na campanha do PS, embora seja «só no fim, que é para se ver pouco», demonstra que a mudança prometida pela atual liderança dos socialistas «é o regresso ao passado».

«É preciso que os eleitores estejam conscientes disso», defendeu o social-democrata, no final de uma visita a uma associação de empresas corticeiras. Por sua vez, o número um do CDS-PP na lista da Aliança Portugal, Nuno Melo, pediu aos socialistas que «coloquem Sócrates na 'selfie'» que usam como cartaz de campanha, porque assim «Portugal inteiro fica a perceber rigorosamente o que está em causa» nas eleições de dia 25.

Os dois candidatos da coligação PSD/CDS-PP consideraram que «a confusão está lançada» entre os socialistas por causa da aparição de José Sócrates na campanha, e Paulo Rangel assinalou que ainda na quinta-feira acusou o PS de estar esconder o ex-primeiro-ministro, alegando: «Quando se faz um desafio, o PS vem a reboque no dia seguinte».

Nuno Melo disse que «parece que alguns socialistas querem muito, outros não querem nada» que José Sócrates apareça na campanha, enquanto Paulo Rangel referiu que «hoje há um candidato do PS que diz que não sabe se é bom se é mau para a campanha, talvez fosse melhor não aparecer».

«Portanto, as pessoas têm consciência de que isso representa, de facto, o alinhamento que nós temos vindo a denunciar do PS com o despesismo e com a bancarrota do país», acrescentou o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, concluindo: «Eu compreendo que para o PS isto seja um certo incómodo, porque, de facto, caiu a máscara do PS hoje».

Por outro lado, interrogado se é bom ter o presidente do PSD e primeiro-ministro na campanha, Paulo Rangel respondeu: «Como tenho dito, é bom. É natural, porque é o líder do PSD, assim como o líder do CDS-PP, que apareça na campanha. Já apareceu, vai voltar a aparecer, hoje vai estar connosco outra vez aqui em Aveiro e com certeza ainda aparecerá mais alguma vez».

«Não só é positivo, como é natural. Não podia ser de outra maneira», completou.

Antes, Paulo Rangel referiu que a campanha da coligação PSD/CDS-PP decidiu visitar esta associação corticeira para «puxar» por «um setor que representa o Portugal tradicional, mas totalmente moderno», responsável por «800 milhões de euros de exportações, de alto valor acrescentado».

«É uma grande mais-valia para a nossa agenda para o crescimento e para o emprego», considerou.