Os candidatos da Aliança Portugal elogiaram esta quarta-feira a «pedagogia europeia» da intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa na terça-feira, valorizando a sua presença por contraste com a ausência de Mário Soares na campanha socialista.

«Ele é uma pessoa que nos consegue sempre surpreender, isso faz parte das suas características», afirmou Paulo Rangel aos jornalistas, quando questionado se tinha ficado surpreendido com o teor do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na terça-feira à noite em Coimbra, em que apelou ao voto em Juncker para presidente da Comissão Europeia.

Falando aos jornalistas em Óbidos, depois de ter percorrido a pé com o primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo, ruas do centro daquela vila, o cabeça de lista, Paulo Rangel disse que ficou surpreendido «pela positiva, porque é muito importante fazer esta pedagogia europeia, como ele fez».

Marcelo Rebelo de Sousa juntou-se à campanha da coligação PSD/CDS-PP num jantar comício, em Coimbra, e dedicou o seu discurso a apelar ao voto na candidatura de Jean-Claude Juncker, referiu ser essa a «razão fundamental» por que tenciona votar na Aliança Portugal no domingo.

As ações de rua da coligação PSD/CDS-PP marcadas para Peniche foram desmarcadas por causa da chuva, tendo Rangel e Melo visitado ainda naquela localidade uma fábrica de transformação de peixe congelado.

«Não só me sinto muito confortado e orgulhoso da presença do professor Marcelo Rebelo de Sousa, como detalho, a começar, essa presença. O primeiro sinal do apoio do professor Marcelo Rebelo de Sousa está na sua presença física. No caso do PS, o doutor Mário Soares não está. Não estando, alguns interpretam a ausência como sendo uma presença», assinalou Nuno Melo.

Paulo Rangel não só corroborou, como foi mais longe: «O doutor Mário Soares desmentiu hoje Francisco Assis, que ele estava sempre presente e estava sempre convidado e ele disse que não sabia de nada até agora. Aliás, ouvi-o em on».

«Marcelo Rebelo de Sousa está connosco, Mário Soares parece que não está com o PS», frisou.

Rangel frisou que, «mais à vontade, não podia estar» com a intervenção de Rebelo de Sousa.

Questionado se foi um «banho de água fria», o cabeça de lista social-democrata recusou veementemente: «Não, pelo contrário, achei que foi uma sauna retemperadora».