Paulo Portas considera que a questão dos refugiados é uma crise humanitária “gravíssima”, um “genocídio múltiplo” que tem de ser travado.

No programa “Tenho uma pergunta para si”, da TVI e TVI24, o governante e candidato da coligação às legislativas defendeu que a europa tem de toma uma posição clara sobre a matéria, até por “não está isenta de culpas” do que aconteceu na Síria.

“São gente que está a fugir à morte, a uma guerra que é um genocídio múltiplo.”



Na reação às palavras do primeiro-ministro britânico, que classificou a onda de refugiados de “praga”, Portas apenas disse: “uma praga? Nem comento”. E aproveitou para elogiar a Alemanha e a sua chanceler, Angela Merkel.

“Até agora acho que o país europeu que mais se aproximou de honrar o humanismo cristão e laico que faz a Europa foi a chanceler Angela Merkel, quando disse que não vai repatriar nenhum refugiado de guerra da Síria.”


O responsável defendeu que a Europa tem de tomar uma posição clara quanto à matéria, “até porque o Ocidente não está isento de culpas do que aconteceu na Síria”. E critica a atitude dos países do norte da Europa, que só se preocuparam com o assunto quando os refugiados começaram a chegar às suas fronteiras.

“É evidente que todos temos na memória, aquela criança. A Europa ou é o que são os seus valores ou não é nada”


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