O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, recomendou  «pouca demagogia» e «alguma prudência» em relação ao «assunto da TAP», aludindo em especial ao PS, e lembrou tratar-se de «uma empresa muito importante» para Portugal.

«Quando se diz, num texto subscrito com os credores, que se vai vender a TAP não sei que outro conteúdo» é que pretendem «alguns atribuir a essa palavra. Agora, eu recomendaria, sobretudo, pouca demagogia neste assunto da TAP», aconselhou Paulo Portas.

O líder do CDS-PP falava aos jornalistas no final do Conselho Nacional do partido, em Elvas, sendo confrontado com as declarações feitas hoje pelo secretário-geral do PS, António Costa, a propósito da TAP.

Em jeito de resposta, Paulo Portas realçou que a TAP é uma empresa «muito importante para Portugal e para a projeção externa» do país, mas «precisa de capital, por causa da sua dívida» e «da antiguidade da sua frota».

«Os Estados não podem colocar capital nos termos das políticas europeias» e, por isso, frisou, a empresa «tem que se abrir ao setor privado, tendo a cautela de proteger a plataforma estratégica que liga Portugal à África e a América Latina».

«Mas não foi o PS que, aqui há uns anos atrás, queria vender a TAP à Swissair em duas etapas, primeiro venda e depois fusão? Eu recomendaria alguma prudência», afirmou, como recado aos socialistas.


Já na sexta-feira à noite, o líder socialista tinha contrariado o primeiro-ministro sobre o que diz o memorando de entendimento assinado com a 'troika' em relação à privatização da TAP, garantindo que neste apenas estava prevista a venda parcial.

Portas defende reavaliação dos feriados em 2016

Paulo Portas, anunciou este sábado que o partido defende a reavaliação da reposição dos feriados, com destaque para o de 01 de Dezembro em 2016, passado o período das eleições legislativas.

«Para que não haja nenhuma crítica relativamente à proximidade das eleições e desta matéria, porque acabei de demonstrar por Lei e por acordo com a Santa Sé que realmente tem que se fazer essa reavaliação até 2017, nós achamos que ela deve ser feita em 2016, já passado o quadro eleitoral», disse.


Paulo Portas, que falava após o Conselho Nacional do CDS-PP, realizado em Elvas, no auditório São Mateus, no Museu da Fotografia, recordou, sobre a reposição dos feriados, que está «prevista» uma «reavaliação» que tem que acontecer até 2017 e, portanto, «convém» que o partido faça o «trabalho de casa» para saber o que deve propor no futuro.

«Os partidos terão que dizer o que se segue à etapa das excecionalidades, que foi aquela que nós vivemos com um perpetuado, um Governo com os credores, um memorando assinado pelo anterior Governo. O país venceu essa etapa e vai a caminho de uma maior normalidade e nós temos que dizer às pessoas o que é que pensamos sobre uma serie de assuntos», disse.

«Um deles, não necessariamente o mais importante, mas simbolicamente relevante, é a reavaliação que está prevista na Lei e no acordo com a Santa Sé sobre a questão dos feriados», acrescentou.


Paulo Portas recordou ainda que a questão do feriado de 01 de Dezembro é «especialmente importante» para os centristas, sublinhando que sempre afirmaram que a supressão era «transitória».

Coligação «será discutida no momento próprio»

O presidente do CDS-PP remeteu a discussão para a formação de uma eventual coligação com o PSD, para as eleições legislativas de 2015, para o «momento próprio», numa altura que seja «confortável» para ambos os partidos.

«Estamos a terminar um ano político, não estamos a começar um novo ano político e a questão da coligação, como tem sido dito por ambos os partidos, será discutida no momento próprio, no momento que seja confortável para ambos», disse Paulo Portas.


«E não será por nós que haverá dificuldades no início dessa conversação», sublinhou.