“Nunca pensei ver o PS defender ideias tão estranhas”, disse este sábado Paulo Portas sobre a declaração de Mário Centeno, coordenador económico do PS, ao jornal «Oje»: “Querem fazer outsourcing” com as cantinas, que são geridas pela Instituições Públicas de Solidariedade Social (IPSS).
 
“É o apoio aos mais necessitados. O Estado gasta – e a meu ver bem – nas cantinas sociais”, e isso custa apenas “4 por cento dos 1020 milhões de euros que eles querem cortar na Segurança Social”.
 
“Onde chega insensibilidade ou a impreparação?”, questiona o líder do CDS, que sublinha que não é nesta rubrica que está o problema orçamental.
 
Mas as críticas ao PS – prato forte dos comícios da coligação, pela boca de Paulo Portas – vai mais longe: o líder do CDS diz que o “PS devia ter pudor com a desgraça das pessoas que passaram dificuldades”, porque se António Costa “não consegue formar um governo estável” – “PS, PCP e BE não se entendem sobre o euro ou sobre a União Europeia, mas acham que podem impedir os que vão ganhar de o fazer”.
 
 “Mesmo que a coligação vença sem maioria…”, disse, sem concluir o raciocínio, mas não dizendo o mesmo que António Costa – que se a coligação vencer sem maioria receberá do PS um chumbo ao programa de Governo –, Portas prefere antes lançar apelo aos eleitores: “Peçam maioria para proteger o direito de Portugal de ter um Governo estável nos próximos anos”.

Também a pensar nos próximos quatro anos, o líder da coligação PSD/CDS, Pedro Passos Coelho, prometeu esta noite beneficiar os contribuintes da classe média que foram penalizados nos últimos quatro anos de austeridade.
  
“Funcionários públicos, pensionistas e contribuintes da classe média”: são esses o que serão agora beneficiados, depois de nos últimos quatro anos terem sido penalizados pela austeridade.