"Se a união faz a força é pelo interesse de Portugal, para dar mais força ao nosso país fizemos em boa hora esta coligação". Foi assim que Paulo Portas começou o seu discurso na festa do Pontal, a festa histórica de rentrée política do PSD mas a que se junta, este ano, o CD.

Boa parte do discurso do líder centrista foi para marcar a diferença da coligação "Portugal à Frente" em relação ao PS de António Costa e a "confiança" que proclamam os cartazes socialistas. 

"Quem representa o fator confiança, o conceito confiança que é essencial ao país? O PS levou o país a uma bancarrota que nunca foi capaz de analisar e reconhecer. Bem pode fazer promessas em cartazes: elas não são viáveis; prometer tudo e a todo o instante é voltar ao passado"


Paulo Portas disse ainda que, na viagem até ao Pontal, ouviu António Costa falar: "Ao vir para cá ouvi o lider do maior partido da oposição são entre e cito 'nós ou eles'. Lamento ter de dizer ao Dr. António Costa isto que é básico: quem quer ser primeiro-ministro não divide os portugueses entre nós e eles. Portugal é uma só nação e, em democracia, a opinião de todos e cada um merece respeito". A seguir, prometeu uma campanha de sentido contrário.

"A nossa campanha não porá os portugueses uns contra os outros. Será um exercício de esperança. O esforço feito por todos é o que permite a todos os portgueses aspirar a viver nos próximos quatro anos um país mais livre e a ter uma vida melhor".


Prometeu, por isso, uma "campanha humilde", que vai "ouvir, saber explicar, sarar feridas da austeridade que outros provocaram, esclarecer os cidadãos". Tudo sem "nenhuma euforia e nenhum desespero".

Portas fez uma descrição atual do estado do país por comparação com 2011, saudando "os portugueses vindos do estrangeiro, primeiras testemunhas do dano de prestígio que portugal sofreu em 2011 e são também as primeiras testemunhas da melhoria e do orgulho da imagem de Portugal".

E salientou que a retoma, embora moderada, é "firme está aí à vista de todos", disse, dando como exemplos a descida "consistente" do desemprego, o crescimento económico "há sete trimestres consecutivos", o crescimento das exportações, "que tiveram o melhor ano de sempre".

"Devemos continuar o nosso rumo para consolidar a capacidade de vitória. Portugal deixou de ser um país problema e passou a ser um país confiável. Se Portugal está a crescer acima da média euro, porque hei-de eu, cidadão, voltar atrás e interromper o ciclo de crescimento económico? E arriscar uma ilusão que é não apenas uma incerteza quanto ao futuro, como uma memória negativa em relação ao passado?".


Mais um ataque e puxão de memória para o PS.