O vice-primeiro-ministro defendeu, na Feira, que a situação de Portugal é «muito diferente» da grega, em resultado do «mérito e esforço» dos cidadãos nacionais.

«A nossa situação, felizmente, é diferente e eu não arriscaria aquilo que nós já conquistámos com confusões, com amálgamas que acho que não fazem sentido», declarou Paulo Portas, à margem da cerimónia de entrega do estatuto PME Excelência a 1845 empresas.

Anunciando que irá aguardar pelas iniciativas que o novo governo grego venha a tomar antes de comentar a influência que essas poderão ter na política europeia, o governante insiste que «a situação de Portugal, felizmente, é muito diferente», em resultado do «mérito e esforço» dos cidadãos nacionais.

Para Paulo Portas, foi desse esforço que resultaram as razões que agora justificam a diferença entre os dois países, começando pelo facto de que «a Grécia ainda tem a troika em Atenas, [enquanto] Portugal terminou o programa».

Em seguida, o governante nota que «Portugal teve um só resgate, [enquanto] a Grécia vai no segundo e ninguém sabe se não precisa de um terceiro».

Por fim, Paulo Portas refere também que, no contexto da dívida nacional, «Portugal tem os seus juros a 10 anos a 2,2 % e a Grécia tem-nos a 8,8%».

O vice-primeiro-ministro concluiu, por isso, que «Portugal tem melhores expectativas de confiança económica e redução progressiva do desemprego do que a Grécia».