Paulo Portas, afirmou hoje em Vila Nova de Gaia que o CDS tem “várias mulheres e vários homens que são políticos de primeira categoria”, referindo-se à disponibilidade assumida por Assunção Cristas para ser futura candidata à liderança do partido.

“Lembra-se do tempo em que se dizia que o CDS era um partido de um homem só? Isso nunca foi verdade, mas se algum dia pareceu, estamos felizmente muito longe disso. O CDS tem várias mulheres e vários homens que são políticos de primeira categoria e que terão certamente um grande papel no futuro”, disse o líder do CDS-PP.


Paulo Portas, que falava no final de uma visita à Sogrape Vinhos, em Vila Nova de Gaia, acrescentou: “Como sabem há presidente eleito e a nossa prioridade agora é contribuir para que Portugal tenha um governo de centro-direita capaz de consolidar a recuperação da economia e a recuperação do poder de compra das famílias com o cuidado de não pôr tudo em causa e de não voltarmos a défices exagerados e a dívidas impagáveis”.

“Eu puxo sempre pelo mérito dos que têm mérito”, frisou.

 

Sucessão de Portas no CDS "não está em cima da mesa"


A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse que a hipótese de vir a suceder a Paulo Portas na liderança do CDS “não é matéria que esteja em cima da mesa”.

Falando aos jornalistas à margem da assinatura de um protocolo entre o seu ministério, o da Defesa e o Exército, relativo à prevenção dos incêndios florestais, Assunção Cristas considerou que a liderança do partido “está muito bem”.

“O que posso dizer é que não é uma matéria que esteja em cima da mesa. Felizmente o CDS está muito bem entregue e espero que por muito e bom tempo, pelo que esse não é um assunto que nos deve ocupar agora”, disse.


Perante a insistência dos jornalistas, a atual ministra contornou a questão se encarava a possibilidade de um dia vir a liderar o CDS, se o partido se pronunciasse nesse sentido.

“O que me ocupa agora é trabalhar o melhor possível, naquilo que são as minhas responsabilidades, neste caso trabalhar na prevenção dos incêndios florestais.


Se um dia a questão se colocar logo se verá, mas não é matéria hoje relevante e felizmente estamos muito bem”, respondeu.