saída de Paulo Portas

"Foi uma enorme honra, privilégio e mesmo sorte ser dirigente, militante e deputado sob a liderança do doutor Paulo Portas que é um dos maiores políticos europeus e o melhor líder que o CDS já teve. Quer pelo respeito que lhe tenho, quer pela amizade, penso que devemos respeitar a decisão, que deve ser encarada com normalidade e serenidade", declarou Hélder Amaral, contactado pela agência Lusa.




"Uma reformulação da estratégia, de lideranças e do que queremos para o país e para o partido, faz-se de forma serena e junto dos militantes. São eles que vão decidir. Até lá, o partido tem mecanismos estatutários para garantir o funcionamento do partido até ao próximo Congresso", disse.


"Não sou favorável a que, no momento em que o partido precisa de parar para pensar, que no grupo parlamentar se alterem as regras para transformar os debates quinzenais numa pré-nomeação de candidatos" a líder, afirmou.


"Não faz sentido. O partido deve escolher o líder em Congresso, com os militantes. Neste momento em que o partido precisa de pensar que tipo de liderança é que precisa, e que tipo de estratégia é que o país precisa, o parlamento não deve ser um palco de disputa de possíveis líderes, isso seria não respeitar os militantes", defendeu o vice-presidente da bancada centrista.

"Espero que o doutor Paulo Portas até ao próximo Congresso possa exercer o seu mandato como sempre fez. E não vejo que tenha que ser alterado o funcionamento no grupo parlamentar", reforçou.