Passos Coelho está a tentar, "tanto quanto possível", deixar de lado a política nas suas férias, mas tem lido jornais e vai sabendo do que se passa. Ainda esta quinta-feira foi interposta uma nova providência cautelar para impedir a venda do Novo Banco já, logo um dossiê que é dos mais urgentes encerrar para o Governo. 

"É uma matéria não queria estar a fazer comentários. A ministra das finanças, como lhe compete, tem acompanhado mais de perto essa situação, com o governador do BdP e nós aguardamos muito calmamente que processo possa ocorrer com a maior normalidade possível", começou por dizer aos jornalistas.

O primeiro-ministro ainda acrescentou que "é importante para sistema financeiro português e para o sistema bancário que esse dossiê se possa encerrar da melhor maneira possível".

Sobre se este assunto lhe tira o sono nas férias, Passos Coelho recordou que há um ano, elas também começaram "justamente com processo de resolução do BES".

"Foi um processo difícil, acompanhei com muita apreensão"


Já quanto ao pedido de desculpa que António Costa fez sobre a polémica de cartazes, o também líder do PSD disse que não ouviu as declarações, mas leu-as nos jornais. Não quis fazer comentários sobre isso.

O primeiro-ministro disse gostar muito da região do Algarve e da Manta Rota, quer pelas pessoas e pela maneira como recebem os visitantes, quer por existir um "ambiente mais preservado e que é respeitado pelos visitantes de um modo geral". E, claro, tem saudades de "muitos pratos", que quer voltar a provar. 

No sábado, marca presença na festa do Pontal, que marca a rentrée política da coligação Portugal à Frente. Ainda não preparou o discurso. "Tenho tempo para pensar nisso amanhã", disse. "Teremos oportunidade de ter um encontro com um número significativo de candidatos a deputados. Será um dia de trabalho mas já num ambiente diferente".