O vice-presidente do PSD Marco António Costa rejeitou, neste domingo, críticas à falta de renovação nos órgãos do partido, sublinhando que a nova direção de Pedro Passos Coelho é uma "equipa renovada e motivada".

"É natural que haja sempre pessoas que tenham opiniões diferentes, julgo que o presidente do partido apresenta uma equipa renovada, motivada", afirmou Marco António Costa, em declarações aos jornalistas à entrada para o pavilhão desportivo de Espinho, no distrito de Aveiro, onde termina esta tarde o 36.º congresso do PSD.

Sublinhando que há uma "profunda renovação dos órgãos do partido", nomeadamente na comissão política nacional e na comissão permanente, o vice-presidente do PSD destacou ainda a presença "significativa de um conjunto de companheiras" que assumirão funções de vice-presidentes e que darão "um contributo decisivo para a etapa que o partido irá viver".

"Não constituímos um partido ansioso, constituímos um partido bastante paciente, resiliente e estes dirigentes têm a noção que não estamos numa corrida de 100 metros, mas estamos numa maratona", salientou.

Questionado sobre a polémica que envolveu a contratação da ex-ministra Maria Luís Albuquerque para a consultora da britânica Arrow Global, Marco António Costa considerou tratar-se de "um assunto ultrapassado".

Já o ex-secretário de Estado José Eduardo Martins considerou que as escolhas para as listas de Pedro Passos Coelho demonstram a “continuidade da mesmíssima equipa” que tem acompanhado o líder do partido.

“É matéria em que eu devia perorar pouco porque eu não estava disponível para fazer parte das listas de Pedro Passos Coelho e, portanto, não tenho de opinar sobre as listas que ele fez”, começou por dizer.

Acrescentou, porém, que “visto de fora, de congressista, todos os presidentes dos órgãos nacionais se mantêm, há algumas mudanças ao nível dos vice-presidentes, mas, basicamente, é a continuidade da mesmíssima equipa que tem acompanhado Pedro Passos Coelho”.

Questionado sobre a escolha da ex-ministra Maria Luís Albuquerque para a vice-presidência do partido, José Eduardo Martins disse apenas que “as comissões políticas são muito da responsabilidade dos líderes” e “as pessoas escolhem diretamente aqueles com que querem trabalhar”.

O antigo deputado do PSD, que falava momentos depois de não ter conseguido votar no 36.º congresso por já terem encerrado as urnas, resumiu que a reunião magna “foi útil” para o partido.

“É no congresso que nos encontramos, (…) acho que sai do congresso uma ideia que todos quisemos partilhar com Pedro Passos Coelho de que o importante agora é ir em frente”, assinalou, salientando que “o que se passou depois das eleições legislativas está encerrado e começa aqui um ciclo novo do PSD na oposição”.