O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que 2015 vai ser um ano de recuperação da economia e do emprego, mas também de incertezas internas, associadas às eleições legislativas, e externas, que reforçam a importância da estabilidade política.

Durante um encontro de Natal com o grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho advertiu para as dúvidas quanto ao que vai acontecer na Grécia e manifestou-se apreensivo com o que se está a passar nos mercados monetários da Rússia, acrescentando: «Que ninguém diga que estas incertezas não existem, que ninguém diga que será surpreendido se no plano externo alguma coisa acontecer que possa ter reflexos nas nossas condições de financiamento».

No plano interno, o chefe do executivo PSD/CDS-PP assinalou que 2015 «será um ano eleitoral», o que implica uma «incerteza» que terá «de ser respondida a seu tempo pelo povo português», e afirmou esperar que isso «não se converta num fator que ponha em risco os resultados» da atual governação.

Depois de expor a conjuntura interna e externa, concluiu: «São, portanto, incertezas destas que nos devem recordar a importância do valor da estabilidade e, sobretudo, da estratégia que percorremos até aqui».