O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse, na noite de quinta-feira, que os próximos quatro anos vão ser importantes para se completar a reforma da burocracia em Portugal.

“Temos de deixar de ser tão ‘complicadinhos’. Temos de começar a ser mais pragmáticos, mais práticos. Se precisamos de gente mais qualificada nas nossas empresas vamos buscá-la. Se precisamos de sócios com mais capacidade financeira vamos buscá-los”, afirmou o primeiro-ministro num jantar comemorativo do 1 de Maio organizado pelos Trabalhadores Social Democratas, no Porto.


Passos Coelho acrescentou que “é melhor ter metade de uma empresa a crescer do que a totalidade de uma empresa que não tem futuro”.

“Os próximos quatro anos serão muito relevantes para podermos fazer uma grande reforma que não conseguimos completar - já iniciámos, mas não conseguimos completar - que é o combate à burocracia. Hoje temos necessidade absoluta de poder pôr a substância à frente da forma e de facilitar o processo de crescimento do país.”


O primeiro-ministro o disse ainda que Portugal não precisa “que a Europa mude de política para poder ter crescimento económico”, pelo que “não vale a pena andar sempre atrás de desculpas”.

"Estamos a propor remover medidas restritivas gradualmente, já começámos este ano, para o ano vamos fazer mais e nos anos seguintes do mesmo modo e tão rapidamente quanto as circunstâncias da economia o permitirem."

Passos Coelho realçou que "não há governo nenhum em parte nenhuma do mundo que tenha prazer em estar a impor restrições à sua sociedade e ao seu povo", ou seja, "assim as condições o permitam e [conseguir-se-á] crescer mais depressa".