O primeiro-ministro recebe esta terça-feira PSD, CDS, PCP, BE e Verdes para «analisar o processo de conclusão do programa de assistência» financeira e a «construção de uma estratégia de médio prazo».

De acordo com fonte oficial, estes encontros de Pedro Passos Coelho com os partidos com assento parlamentar, e parceiros sociais na quarta-feira, «vêm na sequência do encontro que já manteve com o secretário-geral do PS», António José Seguro, a 17 de março.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse no final desse encontro de três horas com o primeiro-ministro que existe uma «divergência insanável» com o Governo sobre a estratégia orçamental para o país, apesar de destacar o «grande consenso» no país em torno da consolidação das contas públicas, lembrando que os socialistas votaram «favoravelmente o tratado orçamental e a introdução de uma regra de disciplina orçamental na lei de enquadramento orçamental».

Este encontro antecedeu outro, entre Passos Coelho e a chanceler alemã, Angela Merkel, que ficou marcado por uma troca de impressões sobre a saída de Portugal do programa de assistência financeira.

As audiências com os restantes partidos têm hoje início às 14:30, com o PSD, sendo recebidos no mesmo dia consecutivamente o CDS-PP, às 15:30, o PCP, às 16:30, o BE, às 17:30, e, finalmente, às 18:30, o Partido Ecologista «Os Verdes».

Na quarta-feira, o chefe do Governo recebe os parceiros sociais: a UGT será o primeiro dos parceiros sociais a ser recebido, às 10:00, seguindo-se a CGTP, Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e Confederação do Turismo Português (CTP).

Na carta enviada aos partidos políticos e parceiros sociais a convidá-los para estes encontros, o primeiro-ministro escreve que «a capacidade de encontrar um entendimento político e social alargado sobre esta estratégia pós-troika assume um grande relevo» e «pode beneficiar significativamente as perspetivas de crescimento e de emprego para a economia portuguesa e para os portugueses».