Pedro Passos Coelho terminou, esta terça-feira, o programa oficial da sua primeira visita à Região Autónoma dos Açores enquanto primeiro-ministro declarando ser a favor do exercício da política «com muito amor», e prometeu voltar.

 

«Estamos empenhados em, não apenas colaborar institucionalmente, mas também em resolver problemas, não apenas do passado, mas também no futuro. E é isso que desejo com muito amor», declarou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

 

«Sem nenhum complexo, com muito amor», reforçou Passos Coelho, acrescentando: «Porque também precisamos de pôr muito amor naquilo que fazemos, para que a política se torne alguma coisa mais tangível e humana do que muitas vezes parece ser».

 

Nesta deslocação aos Açores, o primeiro-ministro passou por quatro das nove ilhas do arquipélago, em dois dias, sempre acompanhado pelo presidente do Governo Regional, o socialista Vasco Cordeiro.

 

Esta terça-feira, Passos Coelho começou o dia com um pequeno-almoço no famoso Peter Café Sport, cheio de recordações dos iates que passaram pela cidade da Horta, na ilha Faial, e conhecido pelo seu gin tónico.

 

Acompanharam-no o presidente do Governo Regional dos Açores, o presidente da Câmara Municipal da Horta, o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional e o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes.

 

Seguiu-se um passeio à chuva no cais, junto ao muro colorido com pinturas de marinheiros das várias partes do mundo, onde foi acrescentada uma inscrição assinalando a passagem do primeiro-ministro pela Marina da Horta, com um espaço reservado para a sua assinatura, com Passos Coelho a tentar escrever o seu nome, sem sucesso.

 

«Eu acho que a chuva não permite», comentou, enquanto tentava que a tinta da caneta se fixasse. «Está demasiada humidade», concluiu o chefe do executivo PSD/CDS-PP, prometendo voltar aos Açores para terminar a tarefa: «Vamos ter de o fazer mesmo na nossa volta».