O primeiro-ministro garantiu que não há nenhum problema dentro do Governo em relação à reposição dos feriados, que Paulo Portas admitiu ser um debate «absolutamente natural» no CDS.
 
No entanto, Passos Coelho alertou que «não vale a pena antecipar questões que serão tratadas e discutidas a seu tempo», admitindo que «os partidos têm a sua agenda» para suscitar esta questão agora.
 

«Não está dentro das previsões do Governo e não há nenhum problema dentro do Governo a propósito de feriados. [As palavras de Portas] não me incomodam. O CDS é um partido, faz parte da coligação, mas é natural que façam as suas avaliações e tenham as suas posições».

 
Em declarações aos jornalistas durante uma visita à base naval do Alfeite, o governante assegurou que, «quando a questão vier a colocar-se no âmbito da discussão partidária, será discutida com normalidade».
 

«Não é uma questão que tenha a ver com o Governo. A lei foi adotada em 2013 e prevê-se, num prazo máximo de cinco anos, que possa fazer-se uma nova avaliação. Não tenciono suscitar essa questão proximamente, mas teremos, nos próximos anos, a possibilidade de fazer uma avaliação dessa situação».

 
Já esta quinta-feira, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, tinha afirmado que a reposição do feriado do 1 de Dezembro «não se coloca e não é uma prioridade» e que não há na maioria «nenhuma intenção de promover uma alteração».

Também o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares assumiu que a reposição de feriados  «não é assunto que esteja sobre a mesa»

Esta sexta-feira, questionado sobre uma eventual coligação PSD-CDS para as eleições legislativas, Passos Coelho remeteu esse debate para o próximo ano.
 

«Faltam quase 10 meses para as eleições. Haverá uma oportunidade em que os partidos se reunirão para discutir a possibilidade de se apresentarem coligados. É uma matéria que os partidos irão avaliar no próximo ano, dentro de um timing confortável para que todos possam tomar as suas decisões atempadamente».


RTP? Passos «chuta» para o Conselho Geral Independente

Questionado sobre o parecer da ERC que dá razão ao Conselho de Administração da RTP na questão da compra de direitos da Liga dos Campeões, Passos Coelho assegurou que «o Governo atuará de acordo com a lei e com os estatutos em vigor».
 

«Compete ao Conselho Geral Independente o relacionamento com a RTP e resolver os problemas, quer relacionados com o plano estratégico, quer com o Conselho de Administração. Eu respeito essas competências. É uma matéria que compete ao CGI tratar, foi para isso que ele foi criado».

 
O primeiro-ministro sublinhou a «independência» deste órgão.
 

«A sua constituição não depende estritamente do Governo, depende também da Assembleia da República e do conselho de opinião da RTP. O CGI dará publicamente informação sobre os fundamentos da sua decisão, bem como o que pretende fazer».