O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, reiterou, neste domingo, a aposta em Maria Luís Albuquerque para vice-presidente do partido, declarando que, enquanto ministra das Finanças, teve uma atuação "notável" e traz agora qualidade para a direção social-democrata.

"É a primeira vez que Maria Luís Albuquerque integra órgãos do PSD. Foi uma aquisição muito importante para o PSD, valoriza-nos bastante, é uma pessoa de muita qualidade. Depois de ter sido ministra das Finanças, onde fez um lugar notável, creio que tem todas as condições para fazer um lugar muito bom como vice-presidente do PSD. Tenho muito essa expectativa", vincou Pedro Passos Coelho.

O presidente social-democrata falava à chegada para o terceiro e último dia do 36.º Congresso do PSD, que termina pela hora de almoço com o discurso de encerramento de Passos Coelho.

Na reunião dos sociais-democratas serão aprovados os novos órgãos nacionais, sendo a principal novidade a inclusão da ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque como vice-presidente.

Já no sábado, e questionado se a entrada na direção da antiga governante e consultora da britânica Arrow Global - numa movimentação laboral questionada nas últimas semanas - iria trazer perturbação ao partido, Passos foi perentório: "Tenho a certeza que não causará perturbação nenhuma."

Cerca das 12:30 haviam já chegado à Nave Desportiva de Espinho, onde decorre o encontro laranja, alguns convidados da sessão de encerramento: o chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frutuoso de Melo, e delegações das centrais sindicais CGTP e UGT foram alguns dos primeiros a entrar na sala, aguardando o discurso final de Pedro Passos Coelho.

Maria Luís Albuquerque, um "sinal de renovação" do partido

O ex-ministro Luís Marques Guedes, defendeu hoje que a escolha de Maria Luís Albuquerque para vice-presidente do PSD é “um sinal de renovação” e cuja “integridade e seriedade” vão ajudar o partido.

“Cria um sinal de renovação porque Maria Luís Albuquerque é a primeira vez, pelo que me recordo, que exerce funções nos órgãos nacionais do partido”, afirmou o cabeça de lista de Pedro Passos Coelho ao Conselho Nacional.

Para Marques Guedes a escolha da ex-ministra das Finanças dá “muita esperança” porque a sua “qualidade”, “integridade e seriedade com certeza que vão ajudar o partido nesta fase que se abriu depois das eleições de 2015 e em que o PSD tem de contar com todas as pessoas que tenham as suas capacidades e que estejam dispostas a pôr as suas capacidades ao serviço do partido e do país”.

O ex-ministro e atual deputado falava aos jornalistas à entrada para o terceiro e último dia do 36.º Congresso do PSD que decorre em Espinho, no distrito de Aveiro.

Sobre as notícias que têm vindo a público envolvendo a ex-governante por ter sido contratada pelo grupo britânico de gestão de créditos Arrow Global, Marques Guedes assinalou que “quando se está em cargos públicos tem de se estar sempre preparado para ser alvo de algumas polémicas”.

“Eu tenho a minha convicção profunda de que Maria Luís Albuquerque é um exemplo de integridade e seriedade e portanto mal estaria ela se à primeira crítica maldosa por parte de adversários ela desse a vencer essa tese”, insistiu.

Questionado sobre a continuação de Marco António Costa como vice-presidente, apesar de notícias que dão conta do seu alegado envolvimento em processos judiciais, o ex-ministro da Presidência lembrou que é “uma pessoa que há muito tempo que é alvo de críticas dentro e fora do partido”.

“Há para aí uns rumores que já foram perfeitamente desmentidos porque há muita falsidade naquilo que se tem vindo a dizer. Em termos de Assembleia da República, e eu próprio já confirmei, até ao momento não existe nenhum pedido judicial em termos de qualquer processo-crime”, argumentou.

Também à chegada do congresso, o líder parlamentar Luís Montenegro afirmou aos jornalistas que a escolha de Maria Luís Albuquerque “significa renovação” e que “o partido nos últimos anos foi capaz de ser apelativo a pessoas com qualidade como é o caso dela, de Sofia Galvão, Teresa Morais e todos os outros que entram nestas novas equipas”.

Igualmente questionado sobre a escolha de Marco António Costa para continuar na vice-presidência do partido, Montenegro respondeu não haver “nada que possa colocar em causa o exercício pleno da intervenção política de qualquer das pessoas que fazem parte destas listas”.

“Trata-se de opções do presidente do partido que têm que ser enquadradas como tal. O que eu posso dizer é que as compreendo e que reconheço em todos os escolhidos capacidade para valorizar e enriquecer os trabalhos do PSD”, sublinhou.