"[O chumbo do programa] implicará a demissão do Governo, mas não implicará a deserção do Governo. Até que haja outro, Governo mantém-se em funções"

Conotando o entendimento à esquerda como uma "aliança negativa dos partidos que perderem as eleições", o social-democrata insistiu que se "aprovarem uma moção de rejeição", o governo fica "demissionário", sim, mas em funções até que outro seja empossado.

Este pode mesmo vir a ser o Governo mais curto da História da Democracia. A tomada de posse, na semana passada, foi rápida e de rostos circunspectos. O Conselho de Ministros que se seguiu também não demorou muito tempo. Foi logo no mesmo dia o que, à primeira vista, poderia querer dizer que o Executivo não quis perder tempo.

Dia 9 e 10 de novembro, segunda e terça-feira, serão os dias decisivos, com o debate do programa de Governo e com a sua votação. A existir acordo à esquerda, ele será apresentado nessa altura. O PS já garantiu.

Uma coisa é certa: embora o Presidente da República tenha sido mais moderado nos termos em que se dirigiu à aos partidos da oposição no seu discurso da tomada de posse do XX Governo Constitucional, avisou que “ninguém confia num país ingovernável”, denotando a sua desconfiança em relação a esse entendimento entre PS, BE e PCP.