O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, advertiu esta quarta-feira, no Luxemburgo, para a necessidade de a resposta da UE à ameaça do vírus Ébola ser «firme» mas «proporcionada», para evitar reações de pânico como aconteceu com a gripe das aves.

Falando no final de uma reunião com o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, por ocasião de uma visita oficial ao Luxemburgo, na véspera de participar num Conselho Europeu em Bruxelas onde o Ébola será um dos assuntos abordados pelos líderes da UE, Passos Coelho disse que é necessário encontrar um «equilíbrio».

«As nossas medidas de proteção relativamente à ameaça do vírus devem ser proporcionadas aos esforços que é possível realizar sem criar uma reação de pânico relativamente à doença», para dessa maneira «evitar situações como no passado», como sucedeu designadamente com a gripe das aves, «ocasião em que a resposta foi bastante desproporcionada e acabou por se gerar uma reação em toda a sociedade bastante distante da ameaça» que se estava a enfrentar.

Ainda assim, admitiu a necessidade de «ações efetivas, que precisam de ser coordenadas em termos europeus», dada a mobilidade que existe dentro da UE, e para não haver grandes assimetrias entre os Estados-membros na forma como se responde a esta ameaça.

«Mas a resposta deve ser proporcionada à ameaça», sublinhou.