A ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque enviou uma carta ao vice-presidente da Comissão Europeia para o Euro, Valdis Dombrivskis, na qual defende que Portugal não deve ser alvo de sanções por não ter conseguido alcançar um défice abaixo de 3% em 2015.

Na missiva - que pode ler na íntegra mais abaixo - a deputada do PSD afirma que o défice em 2015 teria ficado nos 3%, se a resolução do Banif não tivesse acontecido.

É verdade que Portugal não conseguiu terminar 2015 com um défice até 3% como planeado, mas isso deveu-se a desenvolvimentos inesperados no setor financeiro, nomeadamente a resolução do Banif. Se isso não tivesse acontecido, o défice teria ficado nos 3%, permitindo a saída do procedimento por défice excessivo, e nenhumas sanções seriam consideradas", lê-se na carta.

Maria Luís Albuquerque escreve que "sem querer colocar em causa o poder da Comissão Europeia para impor sanções", isso deveria ser "reconhecido como um grande esforço conseguido sob circunstâncias extremamente difíceis".

Dada a importância desta discussão para a opinião pública, espero que a Comissão Europeia perceba estes motivos para qualquer decisão que tome", lê-se ainda.

Além de Maria Luís Albuquerque, também o líder do PSD, e ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho defendeu junto do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que Portugal não deve ser alvo de sanções por défice excessivo.

A TVI sabe que a conversa telefónica entre o líder dos sociais-democratas e Juncker aconteceu nas últimas horas, já depois de Passos Coelho ter afirmado publicamente que, excluindo a resolução do Banif, Portugal teve um défice de 3%, pelo que não existem motivos para sanções por parte das entidades europeias.

Ainda esta sexta-feira, o líder do PSD justificou o envio de informação à Comissão Europeia sobre o défice de 2015 com "o dever de diligência" de contribuir para esclarecer qualquer dúvida, considerando não haver razão para agravar o tratamento a Portugal.

Pode ver a carta de Maria Luís Albuquerque logo abaixo.