Pedro Passos Coelho reiterou, esta quinta-feira, na emissão especial da TVI e TVI24 "Tenho uma pergunta para si", o apelo deixado na véspera por Aníbal Cavaco Silva, pedindo aos portugueses uma maioria nas próximas legislativas a 4 de outubro. Uma maioria clara, seja ela favorável à coligação ou aos socialistas, sublinhando, contudo, que se vai debater para alcançar este resultado.

"Que dêem maioria absoluta ao PS se for esse o entedimento dos portugueses ou ao PSD e CDS para que o Governo tenha estabilidade.  O que vou fazer é debater-me para que esse resultado seja conferido à coligação que lidero com o PSD e o CDS. Espero que o resultado das eleições possa ir de encontro às preocupações dos maiores partidos e do Presidente da República que é assegurar a estabilidade política"


Para o chefe do Executivo, o Presidente da República não deu ideia de que está convencido de que não haverá maioria absoluta, mas antes sublinhou a importância do apoio parlamentar maioritário para assegurar a estabilidade na próxima legislatura.

"Não acredito que o Presidente da República não esteja convencido que não vá haver uma maioria absoluta."


E caso a maioria PSD-CDS saia renovada no próximo ato eleitoral, o chefe do Executivo diz que as pessoas “sabem com o que podem contar”, sendo que os detalhes sobre o programa eleitoral serão divulgados para a semana.

"Apresentámos um programa de estabilidade e as pessoas sabem com o que contam se a maioria sair renovada nas eleições. O programa eleitoral será divulgado para a semana."


Quanto a um diálogo com a oposição, Passos Coelho não fechou a porta, mas admitiu que as propostas “são realmente muito diferentes” e, por isso, ou os partidos abdicam do programa que propuseram ao eleitorado ou o Governo não terá consistência.

"É possível hoje as pessoas identificarem duas propostas muito diferentes. [...] Ou os partidos abdicam do programa que a que se propuseram no eleitorado ou o Governo não terá consistência."

Passos Coelho afirmou ainda que Cavaco Silva teve um “mandato isento”. Admitiu que houve diferenças de opinião entre o Governo e o Presidente da República, mas também uma relação de cooperação de parte a parte.

"O Presidente da República deve ter um mandato isento e creio que Aníbal Cavaco Silva teve um mandato isento. Tivemos uma cooperação institucional exemplar. Nem sempre tivemos de acordo mas o Presidente da República sempre teve solidariedade institucional ao Governo como lhe compete, apesar das diferenças de opinião."



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