O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, voltou esta terça-feira a defender que o Estado atuou corretamente na resolução do Banco Espírito Santo (BES) e recusou comentar os depoimentos feitos na comissão parlamentar de inquérito.

«Houve uma decisão atempada do Banco de Portugal, que contou com todo o apoio do Governo. Estou convencido, desde essa altura, que foi a melhor decisão para o país. Mas não farei nenhum comentário em concreto, muito menos a partir daqui, sobre afirmações que possam ser feitas por quem vai depor à comissão de inquérito», declarou Passos Coelho, em conferência de imprensa, no final da XXIV Cimeira Ibero-Americana, hoje à noite na cidade mexicana de Veracruz.


Perante a insistência dos jornalistas, que lhe perguntaram se o aconteceu ao BES foi uma decisão política e em que medida procurou ou dispensou informação sobre o caso, Passos Coelho referiu que «teria certamente muito para responder» sobre este tema, mas não abordou diretamente essas questões.

«O que se passou será apurado, com certeza, em sede de comissão de inquérito, e estou convencido de que o Estado procedeu corretamente em matéria de resolução do BES», limitou-se a responder Passos Coelho.


O chefe do executivo PSD/CDS-PP disse compreender que «essa é uma questão que está a merecer atenção em Lisboa», porque «há uma comissão de inquérito que está a fazer o seu trabalho».

«Mas eu não sou comentador das comissões de inquérito, nem aqui nem em Lisboa, e de cada vez que alguém fizer alguma declaração eu não me sinto particularmente vocacionado para estar a responder a quem quer que venha dizer coisas em público sobre o BES», completou.