O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, afirmou esta terça-feira que o Governo agora aposta tudo no crescimento económico e na criação de emprego, assinalando a descida da taxa de desemprego registada em maio.

«Estabilizámos as contas do país depois de um período muito difícil. Agora apostamos tudo no crescimento económico e no emprego», declarou Pedro Passos Coelho, na abertura de um seminário empresarial luso-moçambicano, realizado num hotel de Lisboa, que também contou com a presença do presidente de Moçambique, Armando Guebuza.

Paulo Portas também falou.

Em seguida, o primeiro-ministro disse que «o desemprego tem vindo a descer, como ainda esta terça-feira o Eurostat confirmou para o mês de maio», referindo que, segundo o gabinete de estatística da União Europeia, a taxa de desemprego nesse mês foi de 14,3%.

Passos Coelho ressalvou que considera esse nível de desemprego «inaceitavelmente elevado, mas assinalou que «representa uma descida de 2,6 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano de 2014, descida essa que foi a segunda maior de toda a União Europeia».

«As reformas estruturais abrangentes que fizemos nestes últimos três anos, e que continuaremos a realizar, para aumentar o nosso produto potencial e para democratizar a nossa economia, serão a alavanca da nossa prosperidade futura», acrescentou.

Na sua intervenção, o chefe do executivo PSD/CDS-PP sustentou que, nos últimos três anos, a economia portuguesa sofreu uma «transformação» e adquiriu «uma base muito mais sólida e sustentável para o crescimento económico no futuro, já não assente em dívida, mas na produtividade, na criatividade e na concorrência».

Segundo Passos Coelho, ficou demonstrado «que é possível recuperar competitividade perdida sem recurso a desvalorizações cambiais».

«Demos um salto de qualidade muito significativo nas nossas indústrias tradicionais e aumentámos o conteúdo tecnológico do conjunto das exportações», defendeu.

O primeiro-ministro afirmou que o Governo PSD/CDS-PP pretende «construir em Portugal uma das economias mais abertas e competitivas da Europa» e «tem feito uma aposta importante na abertura da economia portuguesa ao exterior».

«E os resultados gradualmente estão a fazer-se sentir», alegou, apontando a evolução do peso das exportações no Produto Interno Bruto (PIB), a diversificação dos mercados de exportação e o excedente na balança de bens e serviços.