
Por: Sara Marques | 2- 6- 2011 21: 39
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Foi com os seus dois antigos adversários nas eleições internas - José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel - e com os autarcas
das duas margens do Douro - Rui Rio e Luís Filipe Menezes - juntos, como raramente acontece, que Passos Coelho deixou a promessa
de unir Portugal.
Num comício na Praça D. João I, no Porto, depois de uma arruada em que foi levantado em ombros
no meio de um mar de apoiantes, Passos Coelho lembrou a situação do país e afirmou: «Não admira que muitos portugueses hoje
estejam desencantados, estejam descrentes. E digam que os políticos são todos iguais, que os partidos são todos iguais. Mas
nós mostrámos que isso não é verdade. Nós não somos todos iguais. Os partidos não são todos iguais», assegurou.
«Nós,
nesta campanha, encontrámos uma grande mobilização do PSD e uma grande unidade também», começou por dizer Passos Coelho. E
garantiu depois: «Somos capazes de fazer com Portugal como fizemos dentro da nossa casa, chamar os melhores, unirmo-nos todos.
Não precisamos todos de ter as mesmas opiniões para trabalharmos em conjunto e para nos respeitarmos. Soubemos unir o PSD,
como iremos unir Portugal».
E lembrou que «foram muitos os ex-presidentes do PSD, figuras de relevo da nossa história,
que se juntaram» à campanha. Para Passos Coelho, estas presenças foram importantes para «que os portugueses soubessem que
os partidos não são todos um saco de gatos». «Nós temos capacidade para nos unir no que é essencial e saberemos unir Portugal
naquilo que é mais importante», garantiu.
O líder do PSD lembrou depois outro presidente do partido, que não esteve
em campanha porque hoje é Presidente da República, mas regressou ao tempo em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro. «Sabemos
que o país, que os portugueses, quando foi preciso, quando foi mesmo preciso, quando as dificuldades apertaram a sério, foi
no PSD que confiaram, foi com o PSD que sonharam. Foi com um Governo liderado pelo PSD que o país cresceu e que o país
se desenvolveu. Vai ser assim outra vez, eu sei que vai ser assim outra vez».
Apesar de garantir que sabe
que o PSD vai ganhar as eleições, porque «os portugueses já perceberam de que lado está o medo e de que lado está a esperança,
de que lado está a fantasia e de que lado está o realismo, de que lado está a batota e aonde é que está a verdade». Passos
Coelho disse que aceitará «com toda a humildade qualquer decisão» dos eleitores.
Antes de Passos Coelho falou Rui
Rio. O presidente da Câmara do Porto mostrou-se também convencido da vitória. «O PSD vai ganhar e tu vais ser primeiro-ministro,
mas só te pode invejar a vitória, quem não tem quem não tem consciência clara das enormes responsabilidades», disse, dirigindo-se
a Passos Coelho.
Rio frisou que «a hora que temos pela frente é mais complexa do que muitas outras que fomos chamados
a ajudar o país» e, por isso, «a hora é de juntar vontades, procurar consensos e ter a grandeza suficiente para renegar todo
e qualquer espírito de revanche».
O autarca não poupou as críticas a José Sócrates, a quem acusou de «uma orgia orçamental»
com os dinheiros públicos. «Aquilo que se passou em Portugal desde 1995 foi uma autêntica orgia orçamental com os nossos
impostos».
Praça cheia para apoiar Passos Coelho e o PSD, que levou o líder do PSD/Porto a dizer: «Hoje sabemos
que o país é laranja, que o norte é laranja». E Aguiar-Branco disse mesmo estar «emocionado» com a recepção que o Porto deu
ao partido.
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