O PS considerou, esta quarta-feira, que o primeiro-ministro nada foi fazer à reunião da concertação social, limitando-se a um «número de ilusionismo», e acusou Passos Coelho de «contorcionismo» político face ao programa europeu de garantia jovem.

Estas críticas ao líder do executivo foram feitas pelo coordenador da bancada do PS para as questões laborais, Nuno Sá, numa declaração em que também anunciou a apresentação pelos socialistas de uma resolução no parlamento para forçar o Governo a assumir um calendário para a aplicação do país do programa de emprego europeu de garantia jovem.

Nuno Sá criticou os resultados da participação do primeiro-ministro na reunião de hoje da concertação social, dizendo que «Passos Coelho tornou-se um especialista no ilusionismo político».

«É um verdadeiro contorcionista, [porque] quer criar a ideia de que está empenhado no combate ao desemprego, mas rejeita todas as medidas nesse sentido. Ainda hoje esteve na concertação social, mas o que foi fazer o primeiro-ministro? Nada. Foi um ato de puro ilusionismo político», sustentou Nuno Sá.

O coordenador da bancada socialista insurgiu-se também contra as posições assumidas por Pedro Passos Coelho na terça-feira, em Paris, durante uma reunião de líderes europeus sobre emprego jovem.

«O mecanismo da garantia jovem é uma iniciativa da família socialista europeia e foi apresentada em primeiro lugar no parlamento português pelo PS, mas verificamos que o primeiro-ministro, em dois anos consecutivos em Paris, ainda não trouxe nenhuma medida, zero. As declarações que proferiu [na terça-feira] em Paris e o que está a acontecer hoje [na concertação social] revelam uma grande incoerência e desplante», acusou.

De acordo com Nuno Sá, «face ao comportamento bizarro do primeiro-ministro» em relação ao mecanismo europeu de garantia jovem, o PS apresentará em breve no parlamento um projeto de resolução, contendo «indicações concretas e a fixação de um calendário» para que o programa arranque já em janeiro e em abril comecem a ser colocados jovens em empregos ou em formação.

«Exigimos do Governo português este compromisso», salientou o deputado socialista.