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Parlamento: ânimos exaltados entre ministro e deputado

Álvaro Santos Pereira e Basílio Horta travam discussão durante o debate do Orçamento do Estado

Por: Sara Marques  |  10- 11- 2011  20: 2

Álvaro Santos Pereira [Lusa]

Durante a sua intervenção, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, não poupou críticas ao Governo anterior. O ataque não deixou de ter resposta da bancada socialista, pela voz de Basílio Horta, gerando mesmo uma discussão acesa no plenário.

«Em vez de fazerem ataques sem sentido, deviam ter vergonha pela obra que deixaram ao nosso País», acusou Álvaro Santos Pereira. E não deixou passar em claro o facto de o deputado independente eleito pelo PS, Basílio Horta, lhe ter voltado a chamar «ministro do desemprego» « O tsunami do desemprego foi criado pelos senhores, não foi criado por este Governo. Os senhores prometeram 150 mil novos empregos e deram-nos 700 mil desempregados, esse é que é o problema», acusou Álvaro Santos Pereira.

Basílio Horta não se fez esperar na resposta: «O senhor ministro andou desaparecido e, depois dessa intervenção, mais valia ter continuado assim. O senhor ministro não tem estatuto político para dizer a esta bancada que devia ter vergonha». «Nem o senhor ministro, e creio que nem muitos ministros terão estatuto político para olhar para esta bancada e dizer que deviam ter vergonha. Esta bancada foi eleita pelo povo português», frisou.

Já num tom mais exaltado, acusou: «O senhor não é um ministro da Economia do presente, é um contabilista do passado».

O ministro não quis deixar de responder e explicou o porquê da «ausência»: «Nós trabalhamos senhor deputado. Não andamos por aí a fazer propaganda e promessas que não serão cumpridas».

Já antes o facto de o PSD ter atribuído ao Governo anterior a responsabilidade pelos sacrifícios que pedem agora ao país tinha gerado discussão.

Neste primeiro dia de debate sobre a proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2012, a tarde ficou marcada por estas discussões e pelas intervenções dos ministros da Economia e das Finanças. Durante a manhã, coube ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho explicar a necessidade dos sacrifícios exigidos e negar reiteradamente que haja folga no Orçamento para devolver um dos subsídios retirados, como defende o PS.

O debate do Orçamento do Estado continua esta sexta-feira e culminará com a votação do documento.

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