Não é uma citação habitual, mas Paulo Portas usou a histórica frase de Álvaro Cunhal para desmentir António Costa.

O líder centrista que discursava no centro de exposições de Santarém, antes da intervenção do parceiro de coligação, criticou a demagogia da campanha socialista para dizer que “o doutor António Costa consegue faltar à verdade três frases numa frase que dura 30 segundos. É obra”.

E para contrariar o líder do PS, usou um “mantra que fez história na política portuguesa”. “Diz o doutor António Costa: o país não cresceu. Olhe que não, doutor António Costa, olhe que não, Portugal está a crescer 1,5%. Diz ele: não há mais emprego. Olhe que não, doutor António Costa, olhe que não, 230 mil empregos criados desde o início de 2013. Diz ele: não há mais investimento. Olhe que não, doutor António Costa, olhe que não, o investimento está a subir 4%, segundo o indicador mais prudente".

E concluiu: "Faltar à verdade não acrescenta um voto ao doutor António Costa, assusta", afirmou o também vice-primeiro-ministro.

Num discurso em que voltou a critícar António Costa por assumir que não deixará passar o orçamento do Estado para 2016 caso a coligação seja eleita, Portas fez ainda a resenha da manhã, passada entre explorações agrícolas da zona do Ribatejo, para concluir a intervenção com uma frase sonante: "Provas dadas para superar o resgate nos temos. Provas dadas para chamar o resgate eles têm".